sexta-feira, 9 de julho de 2010

AUSÊNCIA ETERNA

Quem me dera ver te mãe!
Que me deixaste desesperada
Sem ter quem no mundo que me possa entender
Cá giro eu na minha lamúria.

O teu rosto era minha fortaleza
O infortúnio do mundo é a sua ausência
O desejo da minha vida era tua beleza
O teu sorriso era minha convivência
O mundo na tua presença era festival.

Mas quem dera ver te mãe
Cá na terra viver triste
O teu humor soltava-me forte
Só eu solitária viver sem mãe
Ai Deus meu, que desgraçado destino
A miséria corre atrás de mim.

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